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08/02/2012

Notas de Samuel

Em algum lugar, em algum tempo. (Só sei que é madrugada).

Às vezes não sei o que pensar. Estamos tão acostumados com fantasia e    ficção, com milhões de distrações da realidade que por um momento achamos que aliens, viagens no espaço e tempo, vivências em outros planetas ou algo do tipo fazem parte do nosso cotidiano, de nossa realidade. E é claro, podemos viver com isso, com essa impressão tola do impossível ser possível. Imagino que é por isso que se venda tantos bichos de pelúcia, programas de televisão, tatuagens de fadas e unicórnios. Como se convivendo e acreditando nessas coisas o cinza do dia a dia pudesse ter mais cor. Mas no fundo no fundo, sabemos (sabíamos?) que nada disso existe. Há o conforto de sermos os únicos, soberanos. Há a segurança tola do futuro pertencer só a nós, mesmo que eu saiba que os seres humanos não conseguirão nunca se sentir um só, infelizmente.
Por isso não sei o que pensar, o que sentir, como me portar diante de tudo o que tem acontecido nos últimos dias(?). Pra Paul isso é tão familiar, os outros planetas, as outras raças, todo esse leque infinito de possibilidades, nunca de restrições. Na realidade dele a TARDIS é tão palpável quanto minha moto, e ainda assim ele tem aquele brilho esquisito nos olhos, como se a novidade disso tudo fosse constante, repleta de faíscas e de sons. Sei tão pouco sobre ele! E ainda assim entrei nessa cabine azul, ainda assim rimos juntos dentro de um carro de polícia terráqueo 31 séculos (e alguns anos) depois do meu nascimento. Tudo isso é confuso e assustador ao mesmo tempo. Me pergunto que tipo de brilho vai e volta agora no meu olhar…
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